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Embarque para San Francisco
Por Juvenal Dias
Pedro Pastre não estará com o Pinheiros no duelo contra o KTO Minas, mas por um bom motivo: vai participar do NBA Basketball Without Borders Global em San Francisco, Califórnia
O jovem Pedro Pastre, de 17 anos, ala do Pinheiros está a caminho de San Francisco, na Califórnia. O atleta foi convocado para o NBA Basketball Without Borders Global, evento de uma semana, que antecede o All-Star Game, e que estarão olheiros da FIBA e da própria NBA, com prospectos do mundo inteiro. Será um desfalque para o clube paulista no confronto contra o KTO Minas pelo NBB CAIXA no próximo sábado (15/02), mas é para mostrar seu basquete que já é visto aqui para o mundo inteiro.

Pedro Pastre no jogo do Pinheiros. Foto: Ricardo Bufolin/ ECP
Malas feitas, passaporte carimbado, visto em dia e autorização dos país para viajar. Tudo pronto, bilhete da viagem São Paulo – San Francisco para o dia 12 de fevereiro. A essa altura o garoto Pedro Pastre deve estar sonhando acordado, ainda que não esteja indo de primeira classe. Na véspera do jogo do Pinheiros contra o Pato Basquete, na primeira Mega Rodada da Virada, em dezembro, Vitor Galvani fez o anúncio para todo o grupo no Paraná, estado de nascimento do ala curitibano. “Gostaria de falar para o time, parabenizar nosso querido Pedro Pastre, foi convocado pelo NBA Basketball Without Borders Global, é mais uma conquista, um passo difícil de alcançar”.
Mas a história foi tão meteórica quanto a ascensão de Pedro. “Aconteceram muitas coisas em menos de um ano. Estou vivendo o momento, quero dar meu melhor no camp, assim como no Pinheiros, mostrar minhas qualidades e que estou feliz aqui, mas que quero coisas maiores. Primeiro eu fiz o camp do NBA Basketball Without Borders aqui em São Paulo, era o camp que reunia todos os atletas da América. Participei e foi bem legal, mas passou. Estava jogando na Itália até o final da temporada, voltei para o Brasil e o Galvani, que estava nesse camp, me viu para trazer aqui no Pinheiros. Antes do jogo lá em Pato Branco, ele veio me falar que eu fui chamado, me parabenizou e me ajudou a fazer um cadastro gigantesco que a NBA manda fazer. No dia seguinte, no treino da manhã, avisou o time inteiro, falou que seria em San Francisco, todo mundo veio dar uns tapas em mim (de felicidade)”, revelou o ala.
Não é todo mundo que tem a oportunidade de ver de perto o All-Star Game e os principais astros do mundo do basquete. “A organização mandou a programação a pouco tempo, quando eu vi ‘domingo, treino de manhã e à tarde, transporte para o Jogo das Estrelas’, falei: ‘Nossa, muito legal! Vou poder assistir aos melhores da NBA de pertinho’. É uma coisa que também me deixou muito animado”, comentou o empolgado Pedro.
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Contar com a experiência e vivência de Vitor Galvani na América do Norte ajuda Pastre a dar as diretrizes de como se comportar e encurta o caminho para trilhar uma trajetória no basquete universitário estadunidense, em um possível retorno à Europa, em crescer no NBB CAIXA ou até em cavar um espacinho na NBA. “Acabamos de falar sobre isso. Ele me falou que vai ter muita gente assistindo lá em San Francisco, assistindo a tudo o que vou fazer, desde eu chegar na quadra, até o momento que vou embora dela e mesmo o que estarei fazendo fora. Vai ter gente de faculdades nos Estados Unidos, scouts da NBA, scouts de times na Europa. Muita gente vai assistir esse camp porque é global. São os melhores atletas, de todos os países, 40 atletas de 22 nações, muita gente boa, que joga muito bem. Você se destacar em um camp assim te projeta muito para uma faculdade boa, talvez NBA, um time bom na Europa”, explicou o jovem torcedor do San Antonio Spurs.
Na temporada 2024/25 de NBB CAIXA, marcando sua estreia na competição, já tem 19 partidas, com uma média de mais de 16 minutos em quadra, quatro pontos por partida, 2,6 rebotes e 1,1 assistências para uma eficiência de 4,6, mas lembrando que tem apenas 17 anos. O ala lamentou o momento que surge o desfalque para o Pinheiros. “Fiquei pensando nisso, não vou jogar contra o KTO Minas, é daqueles jogos que você quer estar na quadra e jogar, mas não vou jogar por um bom motivo.”
Pastre vai preparado para mostrar seu melhor basquete, mas sabendo que terá pouco jogo coletivo e muita concorrência na própria equipe que jogar. “Como eu fiz o BWB Americas, eu sei como é o sistema do camp. Basicamente, colocam cinco contra cinco, você precisa mostrar o seu basquete. Não é nada tático, os caras pegam a bola e vai todo mundo para a cesta. Só passa a bola se for para dar AQUELA assistência. Se não, ninguém passa a bola. Vou ter que mostrar isso, que consigo jogar físico, consigo defender, jogar no um contra um e me comunicar muito bem usando o inglês. Estou bem confiante do meu potencial”.

Pedro jogando sua primeira LDB com o Pinheiros em 2024. Foto: Wilian Oliveira/Foto Atleta
Além de Pedro, outro brasileiro para ficar de olho no seu desempenho será Junior Kemm, do GBA Academy (CZE). Ambos atletas têm frequentado as categorias de base da Seleção Brasileira nos campeonatos mais recentes. E os dois são nascidos em 2007, mostrando que mais gerações de bons atletas brasileiros estão surgindo e se desenvolvendo em muitos centros. O basquete brasileiro se enche de orgulho e torce para que o camp consiga render mais bons frutos para Pedro e Junior.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete com patrocínio máster da Caixa Econômica Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) e patrocínios oficiais Penalty e UMP e apoio oficial Infraero, IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.