HOJE
CUSTE O QUE CUSTAR
Por Bruno Ribeiro
Depois de retomar a vantagem na série, CAIXA/Brasília tenta avançar às semifinais diante de sua torcida no Jogo 4, enquanto Flamengo luta pela sobrevivência nas quartas de final
Em toda série de playoffs, a pressão nunca desaparece. Ela apenas muda de lado conforme o resultado do confronto anterior. E, quando uma equipe entra em quadra “contra a parede”, jogando pela própria sobrevivência, o adversário sabe que a margem de erro precisa ser mínima para transformar a oportunidade em classificação. É exatamente esse o cenário do quarto capítulo entre CAIXA/Brasília e Flamengo, marcado para esta quarta-feira (13/05), às 20h30, na Arena Nilson Nelson, com transmissão do SporTV. Depois de vencer por 98 a 90 no Maracanãzinho, no último domingo (10/05), e retomar a vantagem nas quartas de final (2 a 1), a equipe do Distrito Federal terá a chance de garantir uma vaga na semifinal do NBB CAIXA diante de sua torcida. Ao Rubro-Negro, resta atuar no limite para forçar o quinto confronto e impedir que a temporada chegue ao ponto final.

Uma das apostas flamenguistas para evitar a eliminação é a experiência dos jogadores de seu elenco. Um deles é Gui Deodato, top-10 de pontuadores da liga e que, no Jogo 2 da série, ultrapassou a marca de seis mil pontos na história do NBB CAIXA. Em seu currículo também está o título da temporada 2016/2017, quando ajudou o Bauru Basket a reverter uma desvantagem de 2 a 0 sobre o Paulistano na grande decisão. “É fato que estamos diante de uma situação decisiva, mas a eliminação não passa pela minha cabeça. Já vivi cenários até mais difíceis e consegui reverter. Precisamos lembrar tudo o que fizemos de bom durante a temporada e usar isso como força para os próximos jogos”, afirmou o ala.
Autor de 16 pontos, quatro rebotes e quatro assistências no Jogo 3, o camisa 1 reconheceu que a pressão faz parte do contexto de qualquer atleta. Porém, também demonstrou confiança em si e em seus companheiros. “Não existe fórmula para não sentir ansiedade ou frio na barriga. Mas a vivência em tantos playoffs traz uma frieza mental quando o jogo começa. Eu procuro viver cada posse de bola, cada momento. Assim, a liderança aparece naturalmente. O nosso elenco não tem e não terá um salvador. Cada um precisa assumir sua responsabilidade dentro da função que exerce”, disse Gui. “As duas equipes já se estudaram muito. Não acredito em uma novidade tática que mude tudo agora. O que pode fazer diferença é o nível físico e a capacidade de se impor”, concluiu.
Pelo CAIXA/Brasília, a capacidade de dividir protagonismos também é um dos pontos centrais da estratégia. No triunfo no Rio de Janeiro, por exemplo, os cinco titulares terminaram a partida com dígitos duplos na pontuação. Kevin Crescenzi liderou o time com 22 pontos, além de cinco rebotes e quatro assistências. E, de acordo com ele, isso não surgiu por acaso. “Cada jogo está tendo um destaque diferente para o nosso time. Às vezes pivô, em outras o ala ou o armador. A gente não define isso antes, mas creio que é algo natural quando o Fúlvio e o Dedé pensaram na montagem do elenco. Dependendo do estilo da partida, um perfil acaba encaixando melhor. Essa variedade se tornou uma grande arma para nós”, explicou o ala.
Em sua nona temporada no basquete brasileiro, Crescenzi também destacou o impacto que a atmosfera do Nilson Nelson, que deve receber 10 mil pessoas, pode exercer em um confronto decisivo. Ainda mais diante de um adversário poderoso. O jogador, inclusive, foi campeão do NBB CAIXA pelo Flamengo na temporada 2018/2019. Agora, espera repetir o feito por sua nova camisa. “Jogar com a casa cheia é muito importante. Contra um time forte como o Flamengo, esse apoio dá um gás extra. Faz a gente jogar com sangue no olho e acreditar em algo que Brasília não consegue há algum tempo, que é voltar para uma semifinal e, depois, quem sabe, disputar o título”, afirmou.
Para que isso aconteça, o atleta do time candango relembrou os ajustes feitos no intervalo do Jogo 3, especialmente em relação ao controle dos turnovers. “Falamos muito sobre cuidar melhor da bola sem perder agressividade. Estávamos errando muitos passes. Isso deu pontos fáceis para eles, e estava acontecendo porque não conseguimos manter a nossa defesa forte. Então falamos sobre voltar a focar nisso: rebote, marcação e jogo rápido em transição”, finalizou.
Entre apostas e ajustes, fato é que o Jogo 4 reúne ingredientes que costumam transformar séries equilibradas em batalhas emocionais. De um lado, o embalo da torcida e a oportunidade de recolocar um projeto entre os quatro melhores do país. Do outro, o peso de uma equipe acostumada a chegar longe, mas que precisa de uma resposta imediata. Em comum, a vontade de fazer história e a disposição de levar a série ao limite, custe o que custar.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo do Brasil, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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