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NBB Caixa

lastro fundamental

23-04-2026 | 04:36
Por Marcius Azevedo

Ansaloni aposta na força defensiva em casa pelo Cruzeiro Basquete, enquanto Paranhos detalha o plano do KTO Minas para controlar o jogo fora e neutralizar o garrafão rival

Playoff não permite margem para distração. Clássico no playoffs, ainda mais. E o primeiro capítulo entre KTO Minas e Cruzeiro Basquete deixou isso evidente. Decidido nos detalhes, o Jogo 1 foi um recorte fiel de como a experiência pesa quando o nível de exigência sobe. É justamente nesse território antes do segundo embate, que acontece nesta sexta-feira (24/04), Ginásio Dona Salomé, que dois jogadores com lastro no NBB CAIXA se colocam no centro da série: Ralfi Ansaloni, 38 anos, e Alexandre Paranhos, 34.

Ambos entregaram leitura de jogo, execução e presença em momentos sensíveis da partida. Ansaloni terminou com 16 pontos e sete rebotes em pouco mais de 21 minutos, sendo determinante na proteção do garrafão. Paranhos respondeu com 20 pontos e seis rebotes, liderando o tempo de quadra entre os pivôs de sua equipe. Mas o impacto dos dois vai além da estatística: está na forma como traduzem preparação em comportamento dentro de quadra.

“Foi um jogo muito bom, um jogo duro, um jogo disputado. E decidido nos minutos finais. Nós nos preparamos bem para esse jogo e o KTO Minas teve a felicidade de vencer. Mas o nosso time lutou até o final e precisamos acertar alguns detalhes para poder fazer mais um bom jogo e sair com uma vitória no segundo jogo”, analisou Ansaloni, deixando claro o tom de equilíbrio e a margem mínima que separa vitória e derrota.

Essa margem, para ele, passa diretamente pela consistência defensiva, agora com mando do Cruzeiro Basquete. “É importante jogar diante da nossa torcida, uma torcida muito fanática, que está apoiando essa temporada inteira e está nos ajudando muito. Isso dá mais força para continuar lutando e para poder sair com uma vitória. O ponto chave desse jogo é nossa defesa. Nós temos de fortalecer nossa defesa e igual falei, acertar alguns detalhes para poder igualar a série.”

Ao evitar individualizar o confronto, Ansaloni reforça uma mentalidade coletiva típica de séries longas. “Não vou falar dos outros, prefiro falar de nós mesmos.”

Paranhos expõe um olhar mais cirúrgico sobre o confronto, quase como uma extensão da comissão técnica em quadra. Sua atuação no Jogo 1 já refletiu esse nível de detalhamento, e o discurso para o segundo duelo segue a mesma linha. “Para esse jogo fora de casa, precisamos errar o mínimo possível nossas regras defensivas com o estudo que fizemos de cada jogador. Sem dúvida isso vai fazer nosso jogo subir de nível, principalmente defensivamente, que é um fator que com certeza vai ajudar a tirar a confiança deles, e melhorar a nossa consistência e a solidez na defesa. Esse foi o foco na nossa preparação para esse segundo jogo e é algo que vai fazer bastante diferença. E o ataque, se mantivermos produzindo dessa forma, já conseguimos dar passos largos para a classificação”, afirmou.

A fala revela um ponto central: o controle emocional e tático fora de casa. Para Paranhos, o Jogo 2 não pode permitir que o ambiente interfira na execução. “Minha função sempre é baseada no que a comissão técnica passa em relação ao que devemos explorar ofensivamente e defensivamente, para onde devemos direcionar os jogadores deles, onde eles têm menor aproveitamento, para que lado eles têm mais dificuldade. Então, todos esses detalhes, nossa comissão faz esse raio x e passa e nós somos os responsáveis por colocar isso em prática. Por mais que nós já saibamos como o time deles joga, o jogo é construído de uma forma, então desde o início temos de já começar nos impondo e sem deixar eles inflamarem a torcida, sem deixá-los trazer o ginásio para jogar com eles. Ter o controle da partida na mão durante todo o jogo 2 vai ser fundamental para sairmos com a vitória.”

Dentro desse tabuleiro, o duelo direto entre os pivôs ganha contornos estratégicos. Paranhos não foge do confronto, mas revela o nível de preparação envolvido. “O Ansaloni é um pivô de qualidade, alto, que sabe usar bem o trabalho interno dentro do garrafão, então, com certeza, temos uma atenção em cima dele e acho que o caminho é continuar tentando colocá-lo em mais situações difíceis. Nós, junto da comissão técnica, fazemos tudo bem detalhado dos atletas adversários e, dentro dessa avaliação, já sabemos exatamente as bolas que ele não gosta de fazer e os movimentos que ele tem mais dificuldade. Temos de trabalhar para colocar ele justamente nessas situações, ele e todos os pivôs do Cruzeiro, porque isso aumenta a nossa chance de sucesso e vai ajudar muito dentro da série. A preparação é focada nisso, em absorver e diminuir o impacto que esses jogadores têm para poder melhorar a solidez defensiva do nosso time e sair com a vitória no segundo jogo”, analisou.

O que se desenha para o Jogo 2, portanto, é menos sobre ajustes radicais e mais sobre execução refinada. Ansaloni aponta para a defesa como eixo de reação. Paranhos detalha como essa defesa deve funcionar, quase em nível microscópico. Dois jogadores com muita bagagem, duas abordagens complementares, um mesmo diagnóstico: a série será decidida na capacidade de transformar estudo em ação.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo do Brasil, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.