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NBB Caixa

pressão crescente

07-05-2026 | 06:52
Por Marcius Azevedo

Com o CAIXA/Brasília em vantagem sobre o Flamengo, Shaq Johnson e Daniel Von Haydin chegam ao Jogo 2 como peças centrais em um confronto marcado por intensidade e ajustes

A primeira partida entregou exatamente o que uma série de playoffs pede: intensidade, ajustes e personagens decisivos. Depois da vitória do CAIXA/Brasília na Arena Nilson Nelson, o confronto de quartas de final desembarca no Maracanãzinho para os próximos dois jogos, em que o Flamengo tenta, inicialmente, empatar o duelo diante da sua torcida, enquanto o time do DF busca transformar aquela consistência apresentada em casa em uma vantagem ainda maior na melhor de cinco. O Jogo 2 acontece nesta sexta-feira (08/05), às 19h.

Entre diferentes estilos e propostas de jogo, dois nomes ajudam a explicar o tom do embate. Pelo Flamengo, Shaq Johnson assumiu protagonismo ofensivo ao anotar 21 pontos no Jogo 1 e liderar o time rubro-negro nos momentos mais difíceis. Já Daniel Von Haydin foi um dos pilares da atuação coletiva do CAIXA/Brasília, alcançando um duplo-duplo de 12 pontos, 12 rebotes, além de seis assistências, para 23 de eficiência, em uma performance marcada por impacto nos dois lados da quadra.

A série muda de cenário, mas não de tensão. Para Shaq Johnson, a principal necessidade do Flamengo está diretamente ligada à intensidade defensiva e ao ritmo de jogo. Depois de ver o CAIXA/Brasília controlar boa parte do primeiro jogo, o ala entende que o time carioca precisa acelerar mais suas ações para reencontrar sua identidade.

“Os principais ajustes que precisamos fazer são eliminar as cestas fáceis do Brasília e conseguir freá-los na defesa para podermos correr a quadra e jogar em velocidade. Também acho que tivemos uma noite ruim nos arremessos, especialmente nas bolas de três, ficando abaixo da nossa média. Então, jogar em casa e ter mais foco também será fundamental para nós”, afirmou o americano de 35 anos.

A mudança para o Maracanãzinho aparece como um dos trunfos rubro-negros para recolocar a série em equilíbrio. Acostumado ao ambiente criado pela torcida do Flamengo em jogos grandes, Shaq destacou o impacto emocional que a arquibancada pode gerar desde os primeiros minutos. “A energia da torcida vai ser muito importante para nós. É sempre ótimo jogar em casa, no nosso ginásio, com a Nação. Isso nos dá muita energia e pode realmente influenciar o jogo, porque é como um impulso extra.”

Se o Flamengo busca aumentar o ritmo e transformar o fator casa em pressão constante, o CAIXA/Brasília tenta repetir justamente aquilo que fez tão bem no primeiro duelo: tirar o adversário da zona de conforto. Daniel Von Haydin reforçou que a prioridade da equipe passa novamente pela consistência defensiva e pela capacidade de competir em cada posse.

“Na primeira partida, conseguimos trazer muitas dificuldades nos arremessos de quadra deles com uma defesa firme e fazer boas transições ofensivas, mas sabemos que cada jogo conta uma história diferente. Por isso nossa prioridade é manter o foco apenas no jogo 2 agora, tirá-los de qualquer zona de conforto e entregar o máximo de cada um para que possamos repetir o feito”, disse o ala.

Mesmo com a vantagem de 1 a 0 na série, o discurso dentro do elenco brasiliense é de cautela total. Para Von Haydin, a troca de ambiente não muda o tamanho do desafio que o time terá pela frente diante de um Flamengo pressionado e empurrado por sua torcida. “Não importa se é em casa ou fora. O objetivo é o mesmo! É como se estivesse 0 a 0. Não tem nada ganho. Nós sabemos que cada confronto vai ser mais desafiador que o outro.”

Enquanto o CAIXA/Brasília tenta sustentar a disciplina tática e emocional que marcou a vitória na abertura da série, o Flamengo aposta na experiência e no talento de jogadores como Shaq Johnson para responder rapidamente diante de sua torcida. O americano sabe que, em um jogo de margem pequena e atmosfera pesada, equilíbrio entre agressividade e leitura coletiva pode ser determinante. “Para mim, é tudo uma questão de ter paciência, entender o que eles estão fazendo defensivamente e atacar da maneira certa para conseguir os arremessos mais fáceis e melhores, que possam ajudar o time a vencer”, afirmou.

Von Haydin reforça que o momento vivido pelo CAIXA/Brasília é encarado como consequência de uma construção longa ao longo da temporada, e também como combustível para seguir sonhando mais alto. “A temporada é longa, construímos muito para chegar nesse momento. É a parte mais divertida do campeonato, mais torcida, maiores desafios, a poucos passos de chegar onde queremos, que é o título. Se isso não é motivação suficiente para manter o foco, não sei mais o que é”, finalizou.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo do Brasil, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.