HOJE
Mentes fortes
Por Marcius Azevedo
Após atuação decisiva de Felipe Ruivo na vitória do Mogi Basquete e recorde pessoal de pontuação de Georginho pelo Sesi Franca, armadores chegam como peças centrais para o Jogo 2
Em séries de playoffs, existem jogos que são definidos pelos ajustes coletivos. Outros, pela força do elenco. Mas há também aqueles que passam diretamente pelas mãos e leituras dos armadores. O Jogo 2 entre Mogi Basquete e Sesi Franca, nesta sexta-feira (08/05), às 20h45, no Ginásio Professor Hugo Ramos, parece caminhar exatamente por esse roteiro.
De um lado, Felipe Ruivo conduz o Mogi Basquete com controle de ritmo, capacidade de leitura e uma compreensão refinada dos momentos da partida. Do outro, Georginho de Paula representa a agressividade constante, o impacto físico e a habilidade de assumir ofensivamente o protagonismo quando necessário. São estilos diferentes. Mas que, em algum ponto, convergem: ambos entendem o jogo a partir daquilo que a partida pede.

No primeiro capítulo da série, vencido pelo Mogi Basquete dentro do Pedrocão, Ruivo talvez tenha feito um dos jogos mais completos da carreira em playoffs. Foram 18 pontos e 11 assistências em uma atuação que alternou organização e agressividade ofensiva no momento exato. “Tínhamos plena consciência de que precisávamos jogar no limite da nossa performance. E, com um pouco da minha experiência, eu consegui mesclar bem e ter boas leituras de quando era a hora de passar e envolver meus companheiros e quando era a hora de ser agressivo e atacar a cesta. Mas eu tenho total certeza de que o time, de forma geral, jogou muito bem. E isso acaba proporcionando situações boas para todo mundo”, afirmou.
A atuação de Ruivo revelou a maturidade de quem soube interpretar o jogo, posse a posse. Sem acelerar desnecessariamente, o armador foi capaz de identificar quando o Sesi Franca oferecia espaço para infiltrações e quando o melhor caminho era potencializar os companheiros. “Sou um jogador que preza muito por deixar os meus companheiros em condições boas de arremesso. Sinto que isso é parte importante do meu trabalho, mas hoje, principalmente, eu sinto que eu tive boas leituras para entender o que o jogo estava me proporcionando. Então, quando era a hora de ser agressivo e atacar a cesta, eu consegui fazer isso de uma forma boa. E, quando era a hora de envolver meus companheiros e ter um entendimento de que aquilo não é mais um momento, eu também consegui ter essa leitura.”
Georginho respondeu com uma atuação ofensiva histórica. Os 35 pontos anotados marcaram seu recorde pessoal no NBB CAIXA. Ele assumiu a responsabilidade ofensiva em diversos momentos, especialmente quando o Sesi Franca precisava reduzir a diferença. Agora, o foco francano passa diretamente pelo aumento da intensidade defensiva. “A nossa expectativa é entrarmos mais focados, mais concentrados do que no jogo 1. Esperamos que nossa defesa também venha mais consistente. Precisamos diminuir a pontuação deles, que tem um poderio ofensivo muito alto. Não podemos deixar que essa qualidade deles se sobressaia E a nossa intensidade no jogo também tem que ser mais alta”, analisou o armador francano.
A fala de Georginho resume bem a principal preocupação do atual tetracampeão do NBB CAIXA: impedir que o Mogi Basquete consiga novamente jogar com conforto ofensivo. No primeiro confronto, a equipe mogiana encontrou espaço tanto no perímetro quanto próximo ao aro, algo que o armador entende como decisivo para o resultado da série.
“O nosso foco é não deixar que os jogadores-chave deles tenham muita liberdade no jogo. Tanto o armador quanto os dois laterais e o pivô deles não podem ter muita liberdade, porque eles desequilibraram a partida lá, tanto com bolas de 3 quanto com bolas dentro do garrafão. Temos de ser bem consistentes em relação às nossas regras defensivas. Consequentemente, ter uma saída para o contra-ataque, uma transição melhor e aumentar o nosso aproveitamento no ataque também”, explicou.
O discurso de Ruivo também aponta para um jogo de ajustes, contato físico e adaptações constantes. Mesmo com a vitória fora de casa, o armador do Mogi Basquete reforça que a série está longe de qualquer definição. “Sabemos da qualidade da equipe de Franca, com excelentes jogadores. Não à toa eles são os atuais tetracampeões e foram os primeiros colocados na fase de classificação. Com certeza já estávamos preparados para uma série muito dura. Podemos esperar que eles venham muito agressivos. Temos de, no mínimo, igualar essa energia que Franca deve trazer para o jogo 2, e eu tenho certeza de que o playoff é decidido em detalhes. Também temos que, além de tentar surpreender com as nossas mudanças, estar o máximo possível prontos para as mudanças táticas e as imposições físicas que Franca deve trazer para o jogo 2.”
A experiência de ambos talvez seja justamente o grande elo entre estilos tão distintos. Ruivo organiza, desacelera e pensa o jogo. Georginho pressiona, ataca e impõe intensidade. Mas os dois compartilham a mesma capacidade de entender o peso emocional de uma série longa.
“Tínhamos plena consciência da dureza que vai ser essa série muito antes dela começar. Temos máximo respeito pela equipe adversária e é por isso que temos de manter a guarda sempre alta. Sem dúvida nenhuma, tivemos uma vitória muito importante. Sabíamos que, se quiséssemos ter alguma chance na série, precisaríamos de uma vitória fora de casa, mas está muito longe de ter qualquer coisa decidida. Só passa quem ganha três. E é por isso que o jogo mais importante é sempre o próximo. O jogo 1 já é passado e temos de focar em fazer o nosso melhor no jogo 2”, destacou Ruivo.
Já Georginho aposta na força mental do elenco francano para reagir imediatamente na série. “Bom, uma série de playoffs, às vezes, não começa do jeito que esperamos. Falando coletivamente, eu acredito que temos de nos manter unidos, manter uma cabeça tranquila, porque sabemos que temos potencial para virar essa série. Todo mundo está bem concentrado, todo mundo está bem fisicamente, mentalmente, para entrar e fazer um jogo muito melhor que foi o primeiro. E cada um passar bastante confiança para o outro”, finalizou.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo do Brasil, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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