HOJE
Luz que Lidera
Por Marcius Azevedo
Após mais de três anos longe da seleção, Rafa Luz aceita o chamado de Petrovic em 5,5 segundos, assume o papel de líder e será o capitão da equipe no jogo diante da Colômbia
Três anos, cinco meses e 16 dias. Esse foi o período em que Rafa Luz ficou sem defender o Brasil desde a final da AmeriCup de 2022, em 12 de setembro. Tempo suficiente para mudar cenários, elencos e ciclos. Mas não o vínculo. Bastou um contato do técnico Aleksandar Petrovic e uma resposta em 5,5 segundos para que o armador de 34 anos dissesse “sim” e desembarcasse em Belo Horizonte em nome da seleção brasileira, agora na segunda janela das Eliminatórias da Copa do Mundo FIBA Catar 2027.
O chamado veio em meio a um cenário delicado. Alexey Borges, titular nos dois jogos contra o Chile na primeira janela, ficou fora por conta da recuperação de uma artroscopia no joelho. Yago, por compromissos com o Estrela Vermelha, chegou apenas de última hora, no dia da partida. Petrovic precisava de alguém que conhecesse o sistema, o ambiente e, principalmente, o peso da camisa. Pensou em Rafa. E Rafa respondeu sem hesitar.

Rafa Luz foi titular da seleção no retorno e agora será o capitão de Petrovic. Foto: FIBA
A escolha do jogador que continua jogando em alto nível no MoraBanc Andorra, da primeira divisão da Espanha, se justificou rapidamente em quadra. O armador chegou, assumiu a organização ofensiva e foi o suporte nos momentos de maior pressão contra a Venezuela. Em apenas 16 minutos, distribuiu 11 assistências, controlou o ritmo e trouxe estabilidade a um time que alternou altos e baixos. Não foi apenas estatística: foi comando.
Petrovic fez questão de externar a relação construída ao longo dos anos. Recordou o Mundial da China em 2019, o Pré-Olímpico de Split em 2021 e ressaltou que, em diferentes momentos, Rafa foi o primeiro armador da seleção brasileira. Mais do que um jogador de confiança, é alguém que entende o que o treinador quer em quadra. E, por isso, será o capitão diante da Colômbia, novamente na Arena UniBH.
“Eu, desde Zagreb, chamo o Rafa, e depois de 5,5 segundos, ele me responde que iria ajudar o time. Por isso, meu querido Rafa, agradeço”, afirmou o treinador na entrevista coletiva após o triunfo diante da Venezuela, sexta-feira (27/02), em Belo Hizonte. “O Gui (Deodato) foi o capitão no primeiro jogo, mas agora será o Rafa”, completou Petrovic.
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A decisão carrega simbolismo. O grupo é jovem, vive um processo de renovação, e a presença de Rafa funciona como ponte entre gerações. Ele já viveu ciclos olímpicos e disputou grandes competições, construiu uma carreira sólida desde muito jovem, quando embarcou para defender o Unicaja, da Espanha, ainda na base. Passou pelo NBB CAIXA, foi campeão com o Flamengo na temporada 2015/16 e também defendeu o Sesi Franca em 2017/18, vivências que ampliaram seu repertório competitivo.
Mas nada disso se sobrepõe ao agora. O foco é a missão imediata. Depois da vitória diante da Venezuela, o discurso do armador foi de equilíbrio. Reconheceu os altos e baixos, principalmente defensivos, e projetou ajustes para o duelo contra a Colômbia. Ao mesmo tempo, deixou escapar a emoção de reencontrar a torcida brasileira.
“Temos de ajustar algumas coisas para o jogo diante da Colômbia, esses altos e baixos, principalmente defensivos que nós tivemos, para não chegar com o placar ajustado e dar oportunidade de perder. Mas, no geral, foi muito bom. Muito bom estar jogando com o Brasil. Ganhar, sentir o calor da torcida novamente, ver o ginásio cheio, foi muito legal.”
O tempo longe da seleção poderia ter criado distância. Criou expectativa. E, no momento em que foi preciso, Rafa Luz mostrou que algumas conexões não se rompem. Apenas aguardam o próximo chamado.
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