HOJE
Garrafão em disputa
Por Marcius Azevedo
Rafael Mineiro e Brunão alimentam o contraste entre experiência e intensidade na área pintada em um embate único entre Sesi Franca e CAIXA/Brasília Basquete pela Copa Super 8
O confronto entre Sesi Franca e CAIXA/Brasília, neste domingo (25/01), às 17h, no Pedrocão, pela Copa Super 8, reserva no garrafão um duelo que sintetiza bem o espírito do torneio eliminatório: experiência contra juventude, leitura refinada contra intensidade incessante. De um lado, Rafael Mineiro, 37 anos, titular em um momento delicado, com Cristiano Felício e Lucas Dias em recuperação e listados como dúvidas. Do outro, Brunão, 23, vivendo a melhor temporada da carreira, consolidado como peça central da equipe do DF e recém-convocado para a seleção brasileira.
Mais do que força física, o embate promete ser decidido na capacidade de entender o jogo em tempo real. Mineiro deixa claro que o duelo não se resume ao um contra um. “É muito difícil você falar de duelos individuais num jogo coletivo. O que pode prevalecer num jogo de pivô? São variáveis, mas com certeza vai ser experiência contra juventude. O Brunão vem numa crescente gigante, é um jogador hoje que chegou na seleção brasileira, então é um cara que já é realidade, é um jovem, mas já é realidade”, afirmou. O veterano reconhece o momento do adversário e aponta o caminho que pretende seguir para neutralizá-lo. “Nós temos uma preocupação com ele, e eu tenho que usar minhas armas. Saber os atalhos do jogo para tentar marcá-lo, para tentar atacar sobre ele.”

Esses “atalhos” passam por detalhes técnicos que só o tempo ensina: posicionamento prévio, uso do corpo sem falta, leitura da ajuda defensiva e variação de movimentos perto da cesta. Mineiro sabe que enfrentará um pivô explosivo, dono de impulsão e presença defensiva. “É um cara que salta muito bem, é um cara que tem uma defesa muito forte, dá muito troco, então, às vezes, eu vou ter que fazer algumas fintas a mais, ou algum outro tipo de jogo para evitar que ele sobressaia sobre mim”, completou.
Brunão enxerga o confronto pela mesma lente estratégica. Para ele, a batalha no garrafão começa na cabeça antes de chegar ao contato. “Esses confrontos são de muita intensidade e força física. Mas não só isso. Quem consegue pensar o jogo mais rápido, fazer a leitura correta, normalmente leva vantagem. E sabemos a qualidade da equipe do Sesi Franca e como cada detalhe fará diferença nesse jogo”, disse o jogador do CAIXA/Brasília. Em um torneio de jogo único, qualquer erro de leitura pode custar a classificação.
A importância dos pivôs cresce ainda mais nesse contexto. Mineiro aponta o rebote como fator-chave para controlar o ritmo e dar confiança ao time. “O time deles joga muito físico, é um time que corre muito bem, que salta muito bem e é um time que tem grande volume no rebote ofensivo. Com certeza, o trabalho mais difícil dos pivôs é fechar o garrafão, pegar o rebote para que o nosso ataque possa trabalhar tranquilo, porque quando você perde muito rebote de ataque, fica difícil”, disse. Ele reforça o impacto psicológico desse fundamento. “Você dá mais chances para o adversário, você perde um pouco a confiança. Essa briga de pivô debaixo do garrafão vai ser fundamental para esse jogo único.”
Brunão concorda e amplia a visão sobre o papel da posição em partidas decisivas. “A consistência dos pivôs pesa muito. Dando equilíbrio defensivo, protegendo o aro e passando segurança para o time”, apontou. Em um duelo eliminatório, essa sensação de segurança pode ser o fio condutor para que o coletivo funcione sob pressão.
A diferença de idade adiciona outra camada narrativa ao confronto. Mineiro, com a bagagem de quem já decidiu campeonatos, não vê a juventude como desvantagem, mas como um espelho do que já viveu. “Falamos da diferença de idade, mas eu estou com a mesma vontade. Eu já estive no lugar dele, mas a vontade continua a mesma, eu quero ser campeão”, disse o pivô francano, que mantém o foco no presente. “Por isso, eu preciso passar primeiro pelo Brasília. É um passo de cada vez. Agora o meu foco é o Brunão. Tem também o Carbonari, é experiente, já foi campeão, sabemos da qualidade dele. Vamos pensar jogo a jogo.”
Já o pivô do CAIXA/Brasília reconhece que os caminhos são distintos, mas acredita no equilíbrio do duelo. “Existem pontos positivos nos dois lados, tanto na experiência quanto na juventude. A juventude tem um peso maior na intensidade, energia e agressividade por mais tempo, mas com certeza vamos fazer um confronto equilibrado”, disse.
Energia contra leitura, agressividade contra paciência: no garrafão do Pedrocão, cada posse será um teste de maturidade, seja ela construída ao longo de décadas ou alimentada pela urgência de quem está apenas começando a escrever sua história.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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