#JOGAJUNTO

NBB Caixa

Seletíssimo clube

22-02-2026 | 11:19
Por Marcius Azevedo

Rafa Mineiro atinge 600 jogos no NBB CAIXA com o Sesi Franca, se junta a Alex Garcia e Jhonatan Luz em seleto grupo e celebra trajetória marcada por títulos e regularidade

Rafael Mineiro atingiu uma marca histórica no NBB CAIXA neste domingo (22/02), ao entrar em quadra pelo Sesi Franca para enfrentar o Vasco da Gama, em São Januário. O ala-pivô de 37 anos alcançou 600 jogos pela principal competição do basquete brasileiro. Antes dele, apenas Alex Garcia e Jhonatan Luz haviam alcançado esse número. O feito o coloca em um grupo extremamente seleto e traduz uma carreira construída com regularidade, protagonismo e títulos.

“Muito feliz em alcançar essa marca, que apenas Alex e Jhonatan alcançaram, dois jogadores muito vitoriosos do NBB, e fico muito feliz, muito feliz em saber que eu atingi essa marca”, afirmou. Para Mineiro, o número carrega um significado que vai além da estatística. “Isso significa muito para mim, quer dizer que eu tive uma carreira constante, poucas lesões e sempre joguei em times que brigaram e chegaram longe no campeonato. Fico muito feliz em atingir essa marca.”

Rafael Mineiro alcançou 600 jogos na história do NBB CAIXA. Foto: Mauricio Almeida/Vasco da Gama

A constância citada pelo ala-pivô é refletida também na galeria de conquistas. Ao longo da carreira, Rafa Mineiro foi tricampeão do NBB CAIXA (2015/16, 2018/19 e 2020/21), campeão da Copa Super 8, bicampeão da Liga das Américas, bicampeão da Basketball Champions League Americas e campeão da FIBA Intercontinental Cup, além de ter levantado títulos estaduais e ter sido campeão do Torneio de Enterradas do Jogo das Estrelas de 2010.

Ao revisitar a própria trajetória, entretanto, a primeira memória que surge não é uma taça, mas o começo de tudo. Ele relembra com carinho a estreia pelo Paulistano, na temporada 2008/09, quando ainda tinha 19 anos. “Eu lembro de ótimos momentos, mas um dos principais foi quando eu estreei no NBB, jogando pelo Paulistano, na temporada 2008/09, e eu ali, um garoto de 19 anos, recém-chegado no clube, tendo uma oportunidade de disputar um Campeonato Brasileiro, isso, para mim, foi muito marcante.”

Com o passar dos anos, e passagens por São José Basketball, Pinheiros, Limeira, Flamengo, Minas e Sesi Franca, vieram os títulos e o amadurecimento. “E, com certeza, também os títulos, que trazem junto o amadurecimento e tudo, de conquista, de realização, de anos de trabalho. Eu lembro muito desse começo da minha temporada, que me marcou muito no NBB, e também os títulos.”

Entre a estreia e os 600 jogos, Mineiro atravessou diferentes gerações, estilos de jogo e comissões técnicas. Trabalhou com nomes históricos do basquete brasileiro e dividiu a quadra com referências da modalidade, aprendizados que ajudaram a moldar sua longevidade. “Olhando para trás, eu fico muito feliz, porque sempre trabalhei com grandes treinadores, dentre eles Hélio Rubens, Lula, são grandes técnicos, Gustavinho, multicampeão do NBB, com o Helinho mais de uma vez também, agora na minha segunda passagem pelo Franca.”

A convivência diária também deixou marcas importantes. “E também o Helinho como jogador, aprendi muito. Nezinho, Alex, Jonathan também, todos esses jogadores, Marcelinho Machado, Marquinhos, aprendi muito com esses jogadores.” Segundo ele, o principal ensinamento foi entender o próprio corpo e a importância da disciplina. “Aprendi a cuidar do corpo, a respeitar o seu limite, a treinar fora do horário que te faz acrescentar muito no jogo. Aprendi a ser um companheiro melhor de equipe.”

Essa consciência se tornou fundamental para manter desempenho em uma liga cada vez mais intensa fisicamente. “Eu acho que a minha longevidade no NBB e no basquete tem sido por causa de cuidar do corpo, respeitar o meu limite, treinar bastante, me cuidar”, disse. E essa filosofia é prática diária. “Desde sempre eu tento me alimentar bem, dormir bem, cuidar do corpo, cuidar da mente para estar preparado para tantos jogos, para poder ter uma longevidade na carreira.”

Para Mineiro, não há segredo quando o objetivo é prolongar a carreira em alto nível. “Hoje não é segredo para ninguém, um atleta que quer ter uma longevidade, que quer ter uma expressão maior, ele precisa cuidar bastante do corpo e não só treinar, mas também descansar, saber o momento de descansar, recuperação, alimentação.” Ele resume a equação de forma simples: “Um pouquinho de tudo isso traz longevidade, te traz um preparo melhor para você ter um melhor desempenho.”

A marca de 600 jogos também carrega um simbolismo geracional. Se antes ele se espelhava em ídolos, hoje entende que ocupa esse papel para quem está começando no NBB CAIXA. “É bem legal isso e também me espelho em outros jogadores. Marcelinho jogou até mais de 40 anos, Alex está jogando ainda. Todos em altíssimo nível, Olivinha, todos eu pude acompanhar de perto.”

O desejo agora é retribuir o exemplo recebido. “E eu espero que eu seja o mesmo exemplo que eles foram para mim para os jovens, que se você se cuidar, se você treinar, se você se dedicar muito, você consegue ter uma carreira no NBB, consegue ter uma longevidade na sua carreira, na sua trajetória. Espero que eu consiga ser esse exemplo que esses jogadores que eu citei foram para mim.”

A súmula registrou apenas mais uma partida. Mas, na história do NBB CAIXA, o dia 22 de fevereiro passa a marcar o capítulo em que Rafa Mineiro alcançou 600 jogos e reafirmou uma trajetória construída com títulos, consistência e respeito ao próprio processo, pilares que transformaram longevidade em legado.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.