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Marca Histórica

23-12-2025 | 08:05
Por Marcius Azevedo

Ansaloni alcança o feito pelo Cruzeiro Basquete contra o Vasco da Gama e passa a integrar o seleto grupo de apenas 15 jogadores que atingiram a marca de 500 jogos no NBB CAIXA

Ralfi Ansaloni escreveu mais um capítulo especial de sua trajetória no basquete brasileiro nesta terça-feira (23/12). No confronto entre Cruzeiro Basquete e Vasco da Gama, disputado no Ginásio Dona Salomé, em Belo Horizonte, o pivô alcançou a expressiva marca de 500 jogos na história do NBB CAIXA, feito que o coloca em um grupo extremamente seleto de apenas 15 jogadores que atingiram esse número desde a criação da liga, na temporada 2008/09.

Trata-se de um número que, por si só, já impressiona, mas que ganha ainda mais peso quando contextualizado dentro de um campeonato que se tornou cada vez mais competitivo, físico e exigente ao longo dos anos. A marca traduz longevidade, regularidade e a capacidade de se manter relevante por mais de uma década. Para Ansaloni, no entanto, o feito vai além da estatística. “Alcançar 500 jogos no NBB CAIXA é algo que vai muito além de um número. Para mim, representa constância, resiliência e, principalmente, amor pelo basquete”, destacou o jogador.

Ralfi Ansaloni foi presenteado com um quadro como homenagem ao jogo de número 500 no NBB CAIXA. Foto: Arthur Lobo/Cruzeiro

Ao longo dessas 500 partidas, Ansaloni, que disputou sua primeira temporada pelo Espírito Santo Basquete, em 2009/10, e passou por Liga Sorocabana de Basquete, KTO Minas, Pinheiros, Botafogo, Rio Claro, Fortaleza Basquete Cearense, São Paulo antes de chegar ao Cruzeiro Basquete nesta temporada, acumulou experiências que ajudaram a moldar sua carreira e sua identidade dentro de quadra. Vitórias marcantes, derrotas duras, momentos decisivos, lesões e retornos fazem parte de um percurso que exigiu disciplina diária e compromisso com a profissão. “Cada partida carrega uma história: vitórias, derrotas, lesões, superações e aprendizados. Quando olho para trás, vejo um caminho construído dia após dia, com muito trabalho, disciplina e respeito à liga”, afirmou.

A história de Ansaloni também se entrelaça diretamente com a evolução do próprio NBB CAIXA. Desde sua estreia, o campeonato passou por profundas transformações, tanto no aspecto técnico quanto estrutural. “A liga evoluiu muito desde a minha estreia. O jogo ficou mais rápido, mais físico e mais estratégico”, analisou. Ele destaca ainda a crescente valorização do arremesso de três pontos, da versatilidade dos atletas e do uso de dados e tecnologia no planejamento e na preparação das equipes.

Para acompanhar esse processo, Ansaloni precisou se reinventar ao longo das temporadas. A longevidade, segundo ele, nunca foi fruto do acaso, mas da capacidade de adaptação constante. “Precisei melhorar meu condicionamento físico, entender melhor o jogo tático, ampliar meu repertório técnico e aceitar novos papéis dentro de quadra”, explicou. Mais do que pontuar, o pivô passou a impactar o jogo com leitura, liderança e tomada de decisão, características que ajudam a explicar sua permanência em alto nível.

Ao atingir a marca histórica, Ansaloni também reflete sobre o legado que construiu dentro da liga. Para ele, a consistência foi o principal valor que norteou sua carreira. “Acredito que meu maior legado seja a consistência e o profissionalismo. Sempre procurei respeitar o jogo, os clubes por onde passei e as pessoas que fazem o NBB CAIXA acontecer”, ressaltou.

Estar entre os atletas que mais atuaram na história da competição reforça esse compromisso e o coloca como referência para as novas gerações. Mais do que números, Ansaloni deseja ser lembrado pela postura e pelo impacto humano dentro do esporte. “Se eu puder ser lembrado como alguém que competiu no mais alto nível, que ajudou companheiros a evoluir e que serviu de exemplo para atletas mais jovens, já me dou por satisfeito”, afirmou.

Em um ambiente cada vez mais competitivo, sua trajetória simboliza a importância da ética profissional, do trabalho contínuo e do respeito ao coletivo. Mesmo após alcançar um marco tão expressivo, a motivação continua intacta, e tem raízes profundas. “O que ainda me motiva é a mesma coisa do início: a paixão pelo basquete e o desejo de competir”, disse.

Nesse caminho, a família sempre teve papel fundamental, com uma menção especial à mãe, Morgana. “Desde o primeiro passo na quadra, ela esteve ao meu lado, nunca deixou eu desistir e sempre me incentivou. Ela não perde um jogo sequer. É mais do que fã número um”, contou, rindo.

Os 500 jogos de Ralfi Ansaloni pelo NBB CAIXA representam, portanto, muito mais do que uma marca individual. São o reflexo de uma carreira construída com paciência, adaptação e paixão, em sintonia com a evolução da liga. Um feito que o inscreve definitivamente na história do campeonato e reforça o valor da constância em um esporte que exige excelência todos os dias.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.