HOJE
Pontos nas mãos
Por Marcius Azevedo
Jordan Williams e Elyjah Clark personificam estilos distintos de protagonismo ofensivo no duelo entre KTO Minas e Corinthians pelas quartas de final da Copa Super 8
O duelo entre KTO Minas e Corinthians, neste domingo (25/01), às 11h, na Arena UniBH, em Belo Horizonte, pelas quartas de final da Copa Super 8, também pode ser lido a partir de um confronto particular: o encontro entre dois jogadores com pontos nas mãos. Jordan Williams se tornou referência ofensiva do trabalho coletivo da equipe mineira pela versatilidade. Já Elyjah Clark, posicionado entre os principais cestinhas do NBB CAIXA e pilar criativo do Alvinegro, sobretudo neste período de ausência do armador Elinho.
Os números ajudam a dimensionar o impacto de cada um em quadra. O americano do KTO Minas registra médias de 14,1 pontos por jogo, além de 3,6 rebotes e 1,9 assistência, com 12,6 de eficiência. Já o compatriota do Corinthians sustenta 16,7 pontos por partida, quatro rebotes e 3,6 assistências para 16,2 de eficiência, assumindo protagonismo ainda maior na organização ofensiva corintiana.

Mais do que estatísticas, o confronto expõe estilos distintos. Natural do Texas, Williams se define como um jogador multifuncional, capaz de impactar o jogo em diferentes áreas, algo que dialoga diretamente com a proposta coletiva da equipe mineira. “Primeiro, muito respeito ao Clark, grande jogador, mas gosto de me descrever como um canivete suíço, o que basicamente significa que posso fazer de tudo na quadra: pontuar, pegar rebotes, defender, bloquear arremessos, versatilidade e apenas fazer jogadas trazendo energia, então acho que nosso time se complementa bem porque temos muitos caras que são semelhantes”, afirmou o ala.
Já Clark, nascido na Flórida, assume um perfil mais claro de finalizador, especialmente a partir do perímetro, sem abrir mão da agressividade atacando a cesta. Ele ostenta um excelente aproveitamento de 41,3% nos arremessos do perímetro, convertendo quase três bolas triplas por partida no NBB CAIXA 2025/26. “Meu jogo é definido pelas bolas de três, mas também sei atacar a cesta. Tudo depende de como a defesa se posiciona, mas consigo fazer as duas coisas”, explicou o armador, que tem sido a principal válvula de escape ofensiva do Corinthians ao lado de Davaunta Thomas, o outro americano do elenco.
Em um torneio de tiro curto como a Copa Super 8, o peso da preparação e da leitura de jogo cresce. O conhecimento mútuo entre as equipes, típico do meio da temporada, exige ajustes constantes. Das oito equipes que estão na competição mata-mata, apenas KTO Minas e Corinthians já se enfrentaram duas vezes na temporada. A equipe mineira venceu nas duas oportunidades, com um jogo mais apertado na Arena UniBH.
Williams destacou a necessidade de paciência e adaptação diante de defesas cada vez mais direcionadas. “Entrar em um confronto como este no meio da temporada, em que você já jogou um contra o outro algumas vezes, é sempre difícil porque agora as equipes conhecem suas jogadas e tendências, então ler e reagir ao que a defesa está oferecendo é fundamental, deixar o jogo fluir e vir até você, não force, apenas adapte-se porque qualquer momento pode ser seu para mudar o jogo”, analisou.
Clark compartilha da mesma leitura sobre o desafio defensivo, mas ressalta a importância do ritmo e da confiança para quem carrega o peso de pontuar. “Como pontuador, a defesa está sempre focada em você, então é preciso encontrar um bom ritmo e jogar com confiança”, pontuou.
Nesse contexto, protagonismo não se resume apenas a colocar a bola na cesta. Saber envolver os companheiros, reconhecer os momentos do jogo e confiar no coletivo tornam-se fatores decisivos. Williams reforça essa visão ao falar sobre liderança ofensiva. “Sendo um pontuador, você sabe que a defesa está focada em você a maior parte do tempo, então é tudo sobre confiar e entender seus companheiros de equipe, onde eles gostam de receber a bola, onde gostam de arremessar etc. Nem sempre será a sua noite, então acreditar nos seus companheiros, ter uma mentalidade forte é a chave.”
Do lado corintiano, Clark também valoriza o entorno e a construção coletiva das vantagens, especialmente na parceria com Thomas, que divide responsabilidades na criação. “Ter meus companheiros envolvidos me ajuda muito e facilita meu trabalho. E jogar ao lado do Thomas, formamos uma dupla difícil de marcar”, destacou.
O duelo Williams x Clark sintetiza bem o embate entre duas propostas ofensivas distintas. Em jogo único, com vaga na semifinal em disputa, cada escolha pode ser decisiva, e o impacto desses dois americanos promete estar no centro da história do empate entre KTO Minas e Corinthians pela Copa Super 8.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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