HOJE
PIB do Esporte Brasileiro
Por Liga Nacional de Basquete
Relatório Nacional da Economia do Esporte, elaborado pelo Instituto Sou do Esporte, indica que indústria do esporte movimentou R$ 183,4 bilhões, o equivalente a 1,69% PIB nacional
O esporte movimenta a economia. É o que revela o Relatório PIB do Esporte Brasileiro – Relatório Nacional da Economia do Esporte –, elaborado pelo Instituto Sou do Esporte, e divulgado nesta quinta-feira (26/06), no auditório do Centro de Treinamento do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca (RJ).
Segundo o levantamento, a indústria do esporte movimentou R$ 183,4 bilhões, o equivalente a 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, consolidando o segmento como um dos motores relevantes da economia brasileira. Pela primeira vez, o Brasil passa a ter um diagnóstico econômico aprofundado e confiável sobre o impacto do esporte em sua estrutura produtiva.
A metodologia do relatório foi feita com em conjunto com a consultoria da EY. A estimativa para o cálculo foi pela ótica da renda, tendo como base dados oficiais como os gerados pela Receita Federal, IBGE, CNPJs setoriais e órgãos de fomento. A isso se somou a coleta de dados em bases públicas e por meio de questionários enviados para instituições esportivas.

Para completar, os cálculos também consideraram os dados da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), Lei de Incentivo ao Esporte, Secretarias e Ministério, e da Loteria Federal. De acordo com o levantamento, os segmentos que mais contribuíram para o PIB foram o comércio de artigos esportivos (52%), atividades recreativas (25%), indústria (13%) e mídia & publicidade (7%).
Para Fabiana Bentes, Presidente do Sou do Esporte e idealizadora do estudo, resta claro após a análise que o esporte no Brasil deve ser tratado como um investimento de enorme retorno. “Primeiro podemos falar dos empregos, que é o que move as famílias. São 3,3 milhões de empregos diretos só de CLT. E podemos pensar que além disso ainda temos MEI e uma grande rede informal, ambulantes. Então a geração de emprego é ainda maior”, informou Fabiana.
Mais que isso, o estudo chegou a uma razão entre valores aplicados e dinheiro gerado que impressiona. “Existe uma multiplicação. De R$ 1 para R$ 23 de retorno. Mais de 20 setores da economia são impactados pelo esporte. Isso é muito relevante”, reforçou.
E em se tratando diretamente de recursos públicos, não há como contra-argumentar sobre isso. “O principal – e é por isso que batalhamos pela Lei de Incentivo ao Esporte – é que R$ 1 de investimento retorna mais de R$ 12 para a economia! Não podemos fazer uma reforma tributária que trate isso como despesa. Isso é investimento. Já temos as questões sociais do esporte e hoje nós temos também o argumento econômico”, enfatizou.
O levantamento também apresenta projeções e caminhos para crescimento do setor. Entre os pontos destacados estão o fortalecimento das leis de incentivo ao esporte, a melhoria dos mecanismos de governança nas entidades esportivas, a valorização da educação física na base escolar, o estímulo à economia do bem-estar e o maior alinhamento entre esporte e turismo, especialmente em eventos regionais e internacionais.
O estudo defende ainda a profissionalização e qualificação da força de trabalho no esporte, o que inclui técnicos, gestores, profissionais de saúde e educadores físicos. Há um grande potencial de geração de empregos diretos e indiretos, que pode ser ampliado com políticas públicas integradas e investimentos consistentes.
Para o Instituto Sou do Esporte, o objetivo é que o PIB do Esporte Brasileiro seja atualizado periodicamente, se tornando uma ferramenta de monitoramento e desenvolvimento. Com dados sólidos em mãos, o esporte brasileiro ganha um novo instrumento para se posicionar como parte fundamental do desenvolvimento econômico, social e humano do país.
O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, reiterou que a defesa da indústria esportiva deve envolver todos que se relacionam com ela. “É fundamental para o COB ter parceiros comprometidos com esse propósito como a Sou do Esporte, que está sempre ao nosso lado em pautas importantes como a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em política permanente. Um dado como esse mostra o impacto que o esporte já tem na economia brasileira, e ainda temos muita margem de crescimento. Somente conseguiremos evoluir juntos, somando forças”, afirmou.
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Corinthians
Flamengo
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UNIFACISA
Vasco/Tijuca