HOJE
Personalidades Negras
Por Liga Nacional de Basquete
LNB dá prosseguimento às ações realizadas pelo Tratado Antirracista pela Diversidade da LNB e apresenta André Rebouças, no décimo capítulo da série Personalidades Negras
A Liga Nacional de Basquete, junto com a CAIXA Loterias, CAIXA e o Governo Federal, dá prosseguimento às ações realizadas pelo Tratado Antirracista pela Diversidade da LNB com o décimo capítulo da série Personalidades Negras. Conhecer personagens históricos brasileiros negros faz parte do importante processo de letramento racial. Além disso, mensalmente, um jogador negro do NBB CAIXA fará uma indicação de livro, filme, peça de teatro ou uma manifestação artística que tenha a cultura negra como tema principal.
André Rebouças
André Rebouças foi engenheiro, intelectual, abolicionista e um dos maiores pensadores negros da história do Brasil. Nascido em 1838, em um país ainda escravocrata, construiu uma trajetória marcada por excelência intelectual, compromisso social e enfrentamento ao racismo estrutural.

Filho de um homem negro livre e educado, Rebouças formou-se engenheiro militar e tornou-se referência em projetos de infraestrutura, como portos, ferrovias e sistemas de abastecimento de água. Mesmo com reconhecimento técnico, enfrentou constantes barreiras raciais que limitavam seu acesso ao poder e às decisões políticas.
Atuou de forma ativa no movimento abolicionista, defendendo não apenas o fim da escravidão, mas também condições reais de inclusão para a população negra, como acesso à terra, educação e trabalho digno, pautas avançadas até para os padrões atuais.
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Monarquista convicto, viu na Abolição inconclusa e no racismo persistente motivos para o exílio após a Proclamação da República. Viveu seus últimos anos fora do Brasil, carregando a dor de um país que não estava preparado para reconhecer plenamente um intelectual negro à frente do seu tempo.
A história de André Rebouças nos lembra que talento não basta quando o sistema é excludente, mas também que pensamento, dignidade e luta constroem legados que atravessam gerações.
Pensar o Brasil passa, necessariamente, por reconhecer André Rebouças.

Italo Honorato, pivô do Vasco da Gama, Foto: Mauricio Almeida
Toque Cultural
A dica cultural desse episódio é do Italo Honorato, pivô do Vasco da Gama, que indicou o filme Green Book, do diretor Peter Farrelly, com os atores Mahershala Ali e Viggo Mortensen, que é um drama biográfico sobre a improvável amizade entre o pianista negro erudito Don Shirley e seu motorista ítalo-americano, Tony Lip, durante uma turnê pelo sul dos EUA segregacionista nos anos 1960. Foi vencedor de três prêmios do Oscar em 2019: melhor filme, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro original.
“Gosto desse filme porque dá para trazer um pouco para a nossa realidade, fala sobre Don Shirley, um pianista negro e muito talentoso dos anos 1960. O momento mais impactante se dá quando Don Shirley, a atração principal de um clube sofisticado, é impedido de jantar no mesmo salão que a clientela branca devido à sua cor. Ele é obrigado a comer em um local à beira da estrada. Esta situação ecoa a nossa realidade, onde a pessoa pode ser bem-vinda na quadra, mas é impedida de sentar à mesa. Ao se retirar, ele demonstra uma atitude de superioridade diante da ignorância do local. Para aquela época, esse ato simboliza coragem e resistência”, afirmou o jogador do Vasco da Gama.
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