HOJE
Personalidades Negras
Por Liga Nacional de Basquete
LNB dá prosseguimento às ações realizadas pelo Tratado Antirracista pela Diversidade da LNB e apresenta Tia Ciata, no nono capítulo da série Personalidades Negras
A Liga Nacional de Basquete, junto com a Loterias CAIXA, CAIXA e o Governo Federal, dá prosseguimento às ações realizadas pelo Tratado Antirracista pela Diversidade da LNB com o oitavo capítulo da série Personalidades Negras. Conhecer personagens históricos brasileiros negros faz parte do importante processo de letramento racial. Além disso, mensalmente, um jogador negro do NBB CAIXA fará uma indicação de livro, filme, peça de teatro ou uma manifestação artística que tenha a cultura negra como tema principal.
Tia Ciata
Tia Ciata, nome pelo qual ficou conhecida Hilária Batista de Almeida, nasceu em 1854, na Bahia, em um Brasil ainda marcado pela escravidão e pela marginalização da cultura negra. Ainda jovem, migrou para o Rio de Janeiro, como tantas outras mulheres negras, levando consigo saberes ancestrais, religiosidade, culinária e práticas culturais que seriam fundamentais para a formação da identidade popular brasileira.

Estabelecida na região da Pequena África, no centro do Rio, Tia Ciata tornou-se uma liderança comunitária respeitada. Sua casa, localizada na Praça Onze, era muito mais do que um espaço doméstico: tornou-se um verdadeiro quilombo urbano, ponto de encontro de sambistas, trabalhadores, religiosos e artistas negros que encontravam ali acolhimento, proteção e liberdade de expressão.
Como yalorixá do candomblé, Tia Ciata exercia papel central na preservação da religiosidade de matriz africana, frequentemente perseguida pelas autoridades da época. Sua habilidade política e social permitia que manifestações culturais acontecessem mesmo sob repressão: enquanto a polícia era recebida na sala da frente com comidas e conversas, o samba acontecia nos fundos do quintal.
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Foi nesse ambiente que o samba urbano carioca se consolidou. Nomes como Donga, Pixinguinha e João da Baiana frequentavam sua casa, e ali nasceu o primeiro samba gravado no Brasil, Pelo Telefone, em 1917. A atuação de Tia Ciata foi decisiva para que o samba deixasse de ser criminalizado e passasse a ocupar espaço central na cultura nacional.
A trajetória de Tia Ciata simboliza resistência, inteligência coletiva e afirmação cultural. Mulher negra, migrante e líder espiritual, ela transformou seu território em um espaço de proteção e criação, deixando um legado que atravessa gerações e sustenta até hoje a força da cultura preta no Brasil.
Toque Cultural
A dica cultural desse episódio é do armador Jeanzinho, do Fortaleza Basquete Cearense, que escolheu “Beira de Piscina”, música de Emicida. “Deixa eu devolver o orgulho do gueto e dar outro sentido pra frase ‘tinha que ser
preto’. A fala já diz por si só. Ela ressignifica uma expressão que por muito tempo foi usada de forma racista, para nos diminuir. Aqui, ela vira afirmação, consciência e orgulho. Isso fala diretamente da nossa luta. Para mim, pelo menos, isso aflorou a negritude, o pertencimento e o instinto negro”, afirmou.
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