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NBB CAIXA

Valeu, Rogério

03-06-2013 | 06:55
Por Liga Nacional de Basquete

Aos 42 anos, maior cestinha da história dos campeonatos nacionais, Rogério Klafke, anuncia sua aposentadoria; o ala/pivô defendeu o Basquete Cearense no NBB5

O jogador também já atuou por Sogipa (RS), Monte Líbano (SP), Jales (SP), Vasco da Gama (RJ), Ajax (GO), Uberlândia (MG), Franca (SP), Limeira (SP) e Basquete Cearense (CE) (Newton Nogueira/Divulgação)

Na última quarta-feira (29/05), o ala/pivô Rogério Klafke, aos 42 anos, decidiu pendurar os tênis e encerrar sua trajetória como jogador de basquete. O anúncio da aposentadoria foi feito por sua esposa, através de uma rede social. Apesar de ter sua carreira ter chegado ao fim, o atleta disse que se sente muito feliz e satisfeito com todo o bom trabalho feito no esporte da bola laranja.

“Na verdade eu estou muito feliz. Me sinto muito realizado por tudo que eu fiz, por toda carreira. Acho que cumpri meu dever. Fui vitorioso, tive derrotas e conquistas. Foi muito bacana, graças à Deus nunca tive uma lesão grave. Tive uma carreira onde conquistei muita coisa, conheci muitos lugares, conhecido pessoas maravilhosas, grande técnicos, que me ensinaram muitas coisas, coisas que aprendi a enfrentar momentos difíceis, que me ensinaram a lidar com situações que posso usar na vida. Aprendi a ter o pé no chão na hora das conquistas. Era o momento. Todo mundo tem que parar um dia. Foi tudo muito legal. Estou super feliz”, comentou Rogério.

Na última temporada do NBB, o jogador defendeu as cores do SKY/Basquete Cearense, e é dono do recorde de jogador mais velho a entrar em quadra na competição. Em 36 jogos na temporada, o jogador somou médias de 8,2 pontos por partida.

Além do vice-campeonato do NBB com o Vivo/Franca na temporada 2010/2011, Rogério conquistou cinco títulos nacionais – duas vezes pela equipe francana, em 1997 e 1998, duas com o Vasco, 2000 e 2001, e em 2004 com o Uberlândia. O ala/pivô de 2,00m é o maior cestinha da história dos campeonatos brasileiros, com mais de 10 mil pontos registrados.

Rogério se despede da carreira de jogador, mas não do basquete (Levi Fanan/Divulgação)

A melhor fase de sua carreira foi no time do interior de São Paulo, em que o jogador chegou à Seleção Brasileira, onde disputou a Olimpíada de Atlanta, em 1996, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, e esteve presente nos Mundiais de 1998 e 2002.

Sem esconder a felicidade de encerrar um ciclo de muito aprendizado e conquistas, não só no basquete, mas na própria vida, Rogério Klafke agradeceu ao esporte, e a todos que o apoiaram nestes 20 anos dedicados ao esporte da bola laranja.

“Não tenho nem palavras para agradecer o que o basquete me proporcionou. Mudou minha vida, minha maneira de pensar, fortaleceu meu caráter. Eu aprendi demais com as pessoas, com os técnicos, que aprendi coisas. Aos torcedores que me apoiaram, não tenho palavras para descrever o meu agradecimento. Só o que tenho a dizer é: muito obrigado por tudo”, declarou o ex-jogador.

E quem pensa que a trajetória de Rogério no basquete se encerrou por aí, se engana completamente. Após o seu período de descanso com a família, o ex-integrante da Seleção Brasileira espera ainda poder vivenciar intensamente o esporte, seja dentro ou fora das quatro linhas.

“A principio eu estou indo para o Sul reencontrar minha família. Lá vou colocar a cabeça no lugar, vou pensar no que pode ser feito. O basquete não morre na minha vida de jeito nenhum. Eu tenho que retribuir de alguma forma por tudo que eu ganhei com o basquete. Quero ensinar a alguém parte do que eu aprendi, seja como técnico, como diretor, coordenador. Quero continuar no meio. Eu também tenho uma empresa no Sul. Ainda verei qual é o melhor a ser feito”, finalizou Rogério.