HOJE
Corrida maluca
Por Liga Nacional de Basquete
Depois de atuar pela Euroliga na quarta-feira, Yago chega horas antes da partida diante da Venezuela, entra em quadra pelo Brasil e avisa: "Se tivesse que fazer tudo de novo, eu faria"
A vitória do Brasil por 94 a 84 sobre a Venezuela, nesta sexta-feira (27/02), na Arena UniBH, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIBA 2027, teve um personagem que simbolizou mais do que números em quadra. O armador Yago Mateus atravessou o oceano para atuar pela seleção poucas horas depois de entrar em quadra pelo seu clube na Europa, em uma demonstração clara de comprometimento com o momento do basquete brasileiro.
Na quarta-feira (25/02), ele esteve em quadra pelo Estrela Vermelha, pela Euroliga, jogando 10 minutos e 50 segundos. Pouco depois, iniciou uma corrida contra o relógio. Entre conexões e deslocamentos, encarou praticamente 24 horas de viagem para desembarcar no Brasil na manhã do jogo. Sem treino, sem adaptação ao fuso e com o desgaste acumulado, ele entrou em quadra no mesmo dia.

Yago com Petrovic durante o jogo da seleção em Belo Horizonte. Foto: FIBA
Pela seleção, atuou por 19 minutos e 56 segundos, registrando sete pontos, quatro rebotes e quatro assistências. O desempenho ofensivo refletiu a falta de ritmo: acertou apenas um dos dez arremessos de quadra, demonstrando certa ansiedade para ganhar volume e impacto direto. Nos lances livres, porém, foi perfeito, com quatro de quatro, mostrando concentração mesmo em meio ao desgaste físico evidente.
Após o jogo, o armador explicou o esforço feito para estar presente. “Era meia-noite e meia e eu estava correndo atrás de passagem para poder chegar hoje de manhã e conseguir jogar. Sem dúvida nenhuma, valeu o esforço. Estar no Brasil é sempre especial e ajuda muito na continuidade do campeonato. Se tivesse que fazer tudo de novo, eu faria”, afirmou.
“É incrível. O Brasil é diferente. Eu amo estar aqui, amo jogar com a seleção. Não importa se um dia eu jogar na China ou qualquer outro lugar, se eu tiver que viajar dois dias para estar aqui, eu vou fazer. Onde estou e onde quero chegar passa pela Seleção. Estar aqui para mim é sempre especial”, completou.
O técnico Aleksandar Petrovic contextualizou a atuação do armador, equilibrando compreensão e análise técnica. “É verdade que temos de entender o desejo do Yago de jogar, depois da AmeriCup, onde foi MVP, onde o Brasil foi campeão. Mas também temos de entender que não é fácil jogar quando você viaja 24 horas, chega na manhã do jogo, não se treina e é normal estar fora do ritmo. Mas eu, como todos na CBB, respeito o desejo dele de estar aqui.”
A referência à AmeriCup reforça o peso simbólico de sua trajetória recente com a camisa brasileira. Se em outras ocasiões ele foi protagonista absoluto, desta vez o papel foi diferente: contribuir dentro do possível, aceitar as limitações do corpo e ainda assim somar em um jogo decisivo. O episódio sintetiza a relação de Yago com a seleção.
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