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Potênciaconsolidada

06-10-2020 | 06:26
Por Liga Nacional de Basquete

Um dos maiores clubes do país, Minas consolida projeto ambicioso para o basquete e chega fortíssimo para a temporada 2020/2021

Um dos fundadores da Liga Nacional de Basquete, o Minas Tênis Clube é uma instituição de tamanho impacto no esporte nacional. É um dos maiores clubes do país e reconhecido como uma potência olímpica, devido à sua estrutura sem igual e enorme quantidade de modalidades em seu escopo.

Por mais que esteja no NBB desde a primeira edição, em 2009, o clube de Belo Horizonte vem desfrutando de um projeto organizado e ambicioso para o basquete, que pelo segundo ano consecutivo entrará na temporada com um dos principais elencos do NBB – talvez o maior de toda sua história da competição.

Já é sabido que grandes projetos esportivos requerem muita organização, seriedade, credibilidade e consequentemente poder financeiro. Como o Minas chegou a esse patamar? Quais são os aspectos fazem parte dos desafios do clube? Vem saber!

Um dos maiores do país

Fundado em 15 de novembro de 1935, o Minas Tênis Clube é formado, atualmente, por duas unidades urbanas (Minas I e Minas II), uma unidade campestre (Minas Country) e o Minas Tênis Náutico Clube, que somam mais de 450 mil m² de área. Ao todo, são mais de 82 mil associados.

O Minas é, de longe, um dos maiores clubes do país (Divulgação/Minas Tênis Clube)

Sua gestão é norteada por cinco pilares: esporte, educação, cultura e lazer, além da responsabilidade socioambiental, com o Minas Tênis Solidário. O Minas é considerado um dos maiores e mais prósperos clubes brasileiros, com modelo de administração respaldado em técnicas modernas de gestão por resultados. A gestão estratégica efetiva e a sólida condição financeira asseguram a evolução contínua da instituição.

Potência olímpica

O Minas possui atletas olímpicos desde 1952. O primeiro deles foi Fernando Pavan, que participou da Olimpíada de Helsinque, na Finlândia. Desde então, já forneceu, 74 atletas para 15 edições de Jogos Olímpicos – até a última em 2016.

O principal deles foi Moysés Blas, que fez parte da Seleção Brasileira de Basquete que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma 1960. Uma lenda que atuou a vida inteira no Minas e ainda conciliava o basquete com a faculdade de engenharia.

O planejamento

O Minas possui elencos competitivos em diversas modalidades. O vôlei, por exemplo, acumula em sua história 16 títulos nacionais somando masculino e feminino, além de oito sul-americanos e dezenas de estaduais.

Futsal, natação, judô e basquete fazem parte da lista de nove modalidades esportivas de alto rendimento do clube. Mas como elas se diferenciam no investimento e na qualidade de seus elencos?

“Todas as áreas do clube trabalham com um orçamento pré-aprovado no ano anterior. Por exemplo, neste momento fechamos o orçamento já para 2021. No caso dos esportes, o tratamento é igual para os esportes de elite (vôlei, basquete, futsal e natação). O que diferencia o orçamento final é o investimento do patrocinador de cada modalidade, já que o orçamento do clube que contempla a base e a ponta é muito parecido”, declarou Alexandre Cunha, diretor de basquete do Minas.

Um novo patamar

O basquete do Minas possui em sua história 20 títulos estaduais e um Sul-Americano em 2007. Para a atual temporada, a modalidade da bola laranja aparece como uma das modalidades mais fortes do Minas para a temporada 2020/2021.

O clube foi uma potência no NBB nas duas primeiras edições, em que chegou até as semifinais. Depois disso, o clube ficou nada menos que sete anos sem vencer uma série de playoffs.  Mas, na temporada passada, o clube mudou de patamar.

Minas elevou seu patamar com contratações de peso na última temporada (Luiz Pires/LNB)

Foi montado um time estrelado com craques como o campeão da NBA Leandrinho Barbosa (Cestinha do NBB 19/20), Alex Garcia (Defensor do Ano do NBB 19/20), Devon Scott (Pivô do Ano do NBB 19/20), Tyrone, Gui Deodato, Davi Rossetto e o técnico Léo Costa. Como aconteceu essa mudança de patamar?

“Quando nossa administração assumiu o clube em janeiro de 2017, fizemos um choque de gestão geral. Passamos a acompanhar o orçamento quase que diariamente, reduzimos vários custos operacionais, renegociamos contratos, redefinimos as metas internas e externas, fizemos um planejamento de longo prazo para o clube. No caso do basquete não foi diferente: redefinimos os conceitos internos, buscamos novos patrocinadores, apresentamos ao mercado um projeto sério, robusto e de credibilidade”, comentou Alexandre Cunha.

As mudanças na gestão, o investimento em ações de marketing esportivo e o peso das contratações fizeram parte da mudança de patamar do Minas na temporada passada.

“A vinda do Leandrinho foi fundamental para essa virada. O público entendeu que a equipe passaria a ser protagonista, e na temporada passada os reflexos vieram: a média de público no nosso ginásio teve um aumento próximo de 60% (mesmo nos jogos de TV). Além disso, a venda do camarote esgotou em 15 dias para toda temporada e iniciamos a venda de cadeiras de pista. Também iniciamos parcerias com algumas empresas para ações dentro do clube, dentro do ginásio e também com a equipe fora do clube, como foi o caso da ação junto ao restaurante Outback”, concluiu o diretor de basquete do Minas.

Minas realizou ação externa com Outback na temporada passada (Divulgação/Minas)

Elenco reformulado

Depois de terminar em quarto lugar na fase de classificação do NBB 2019/2020, o Minas promete manter o alto nível na próxima temporada, mesmo com um elenco diferente. O time foi reformulado e segue extremamente competitivo.

“A montagem da equipe para essa temporada seguiu o mesmo planejamento da temporada anterior. Seria a princípio uma continuidade do projeto anterior, mas com a pandemia tivemos que readequar o orçamento a uma nova realidade. Perdemos alguns atletas importantes devido a essa adequação orçamentaria e, com isso, fizemos um novo planejamento, em que optamos por contratar menos atletas adultos e apostar nos nossos garotos da base para compor o elenco”, disse Alexandre Cunha.

 

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Para a temporada 2020/2021, o Minas renovou o armador Davi Rossetto e os alas Gui Santos e Samuel Ribeiro. As novidades no elenco são o armador Luciano Parodi, os alas Shaquille Johnson, David Jackason e Rafa Moreira, e os pivôs JP Batista, Nesbitt e Ronald.

“A nossa equipe terá uma referência muito forte no garrafão, de um jogo interno, que não era tanto a nossa característica ofensiva na temporada passada. Também contaremos com um poder de arremesso de três pontos maior que em 2019/2020”, analisou Léo Costa.

MVP no garrafão

Ronald e Nesbitt tiveram suas melhores temporadas da carreira no NBB em 2019/2020, mas é inegável que a principal contratação do Minas para o garrafão é JP Batista. O MVP de 2018 passou uma temporada no Le Mans, da França, e agora está de volta ao Brasil para defender o Minas.

“Eu estou feliz em poder voltar ao basquete brasileiro, voltar para minha casa e fazer parte dessa nova família do Minas. Já faziam alguns anos que eu recebia propostas e mantinha contato com a equipe e hoje se concretizou”, contou JP Batista.

JP Batista teve médias de 16,6 pontos, 8,8 rrebotes e 2,2 assistências na sua temporada de MVP (Antônio Penedo/Mogi Basquete)

“As expectativas para a temporada são as melhores possíveis. Conseguimos montar um grupo super competitivo, com pessoas de caráter, trabalhadoras. Temos convicção de que vamos brigar por coisas grandes. Vamos correr atrás de trabalhar e crescer juntos”, declarou.

Dupla entrosada

Outros dois grandes reforços do Minas para o NBB 2020/2021 vieram diretamente da Capital do Basquete. Parodi e David Jackson conquistaram juntos o título da Copa Super 8 de 2020, pelo Sesi Franca.

Campeão do Super 8 por Franca, David Jackson teve aproveitamento de 44% nas bolas de 3 no NBB 2019/2020 (Bruno Lorenzo/LNB)

“Fiquei muito feliz quando Minas fechou a contratação do David. É um jogador excepcional tanto dentro como fora da quadra. Além disso, ter jogado com ele no ano passado vai ajudar na nossa conexão no Minas”, afirmou Parodi.

Na última temporada do NBB, a dupla estrangeira liderou Franca no perímetro. Parodi teve médias de 10,5 pontos, 4,0 assistências e 3,1 rebotes. Já David Jackson fez 17,2 pontos, 4,6 rebotes e 3,2 assistências por jogo.

Espaço para os jovens

Um dos clubes fundadores da LNB, o Minas não está apenas no NBB desde a sua primeira edição, mas também na Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB). Nessa temporada, alguns jovens revelados pela base da equipe receberão bons minutos em um dos times referência na formação de atletas no basquete brasileiro.

“Esse ano a gente vai contar mais com os jovens, atletas formados no clube. Temos um número menor de atletas adultos e um espaço maior para os garotos jovens com potencial. Eles estão conseguindo participar dos trabalhos desde o início e terão mais oportunidade”, afirmou o técnico do Minas.

Gui Santos foi campeão do Sul-Americano Sub-17 pela Seleção Brasileira em 2019 (Fotojump/LNB)

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Os alas Gui Santos e Samuel Ribeiro, destaques do Minas na última LDB, integram o elenco adulto desde a temporada passada e farão parte da rotação da equipe no NBB 2020/2021.

O NBB é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), com chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e em parceria com a NBA e o CBC, e conta com os patrocínios oficiais da Budweiser, Unisal, Nike, Penalty, Plastubos, EY, VivaGol, IMG Arena e Genius Sports.

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