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Unifacisa:o segundo passo

26-10-2020 | 06:52
Por Liga Nacional de Basquete

Unifacisa chega para segunda temporada na elite do basquete brasileiro com elenco reformulado e muita expectativa

Unifacisa vem para sua segunda temporada na elite do basquete brasileiro (Gabriella Tayane/Unifacisa)

Na última temporada, cancelada devido à pandemia causada pela Covid-19, a Unifacisa realizou sua estreia na elite do basquete brasileiro, um sonho antigo do time de Campina Grande que, após o título da Liga Ouro 2019 e o acesso garantido ao NBB 2019/20, se concretizou. A temporada não acabou, mas o time da Paraíba conquistou os corações de fãs e torcedores não só de Campina Grande, mas também Brasil à fora.

Dentro da quadra, o jovem time sob o comando técnico de Filet alcançou a marca de 13 vitórias em 27 jogos, tendo vencido equipes de ponta do basquete brasileiro na última temporada, como Zopone/ Gocil Bauru Basket, Botafogo, São Paulo, Mogi das Cruzes e Corinthians.

Mas, antes de falarmos um pouco sobre o que podemos esperar do time para o NBB 2020/2021, bora dar uma passada na história desse time que começou no cenário universitário e hoje bate de frente com os grandes do Brasil. Se liga aí!

De time universitário a potência do NBB

O começo da caminhada da Unifacisa no basquete é um tanto que curioso. A equipe, ao contrário de outras já estabilizadas no cenário brasileiro, surgiu com o intuito de incentivar a atividade da modalidade esportiva na faculdade mantenedora do projeto, da qual o time leva o nome.

Tendo iniciado as atividades ainda em 2012, a equipe ganhou tudo que pode no cenário universitário e também levou alguns canecos para casa em seu início no profissional, com as seguintes conquistas: JUBS 2018 e 2019, Super Copa Brasil 2017, Copa Brasil Nordeste 2016 e 2017 e Hexacampeão Estadual. Além disso, a equipe de Campina Grande alcançou seu principal feito até aqui em 2019, ao superar o São Paulo nas Finais da Liga Ouro 2019, conquistar o título da competição e garantir uma vaga na elite do basquete brasileiro, o NBB.

Unifacisa se sagrou campeão da Liga Ouro 2019 (Rubens Chiri/SPFC)

Em sua temporada de debutante, a Unifacisa foi bem, anotou campanha de 13 vitórias em 27 jogos e se firmou como um dos fortes times da competição, isso antes do cancelamento da temporada devido à pandemia causada pela Covid-19. Para Diego Gadelha, Diretor da Unifacisa, a equipe atingiu o patamar que tem hoje graças a fidelidade em seguir o propósito traçado ainda no início de tudo.

“O fator principal para a Unifacisa atingir o sucesso que tem hoje foi, primeiramente, seguir o propósito do projeto de basquete. Nosso projeto nasceu com o claro propósito de mostrar que a Paraíba pode, que temos uma organização, planejamento, estrutura, tecnologia, investimento, organização. Assim, conseguimos lutar, bater de igual para igual com qualquer equipe do Sudeste, e inclusive vencer”, afirmou.

Segunda temporada: um novo desafio

Assim como todos os times que disputarão o NBB 2020/2021, a Unifacisa teve que se reinventar para montar um elenco forte e competitivo, assim como foi na sua temporada de estreia. Para essa missão, o escolhido para comandar este momento foi Filet, que teve seu cargo no comando técnico renovado.

Filet continuará no comando técnico da Unifacisa (Divulgação/Unifacisa)

Segundo o treinador, o processo foi de muita análise e estudo, focando em peças que combinariam com o estilo de jogo traçado.

“A montagem do elenco para esse ano foi um processo de muita análise e estudo por parte da comissão técnica e em constante interação com a diretoria. Diversos fatores foram levados em consideração, sendo os principais o modelo de jogo pretendido e a interação entre os jogadores. A forma de jogar adotada para essa temporada requer versatilidade nas funções táticas, além de bastante dinamismo para que consigamos jogar com fluidez”, disse o treinador, que completou:

“Em relação à interação entre os jogadores é importante que suas funções em quadra se complementem de modo a potencializar o jogo um do outro; e que não haja sobreposição.  Sendo assim, não foi um processo de “esse é bom jogador, aquele também, etc.”, e sim algo como “esse jogador ao lado daquele pode trazer um resultado positivo, maior do que se eles estivessem jogando isoladamente”. Obviamente há inúmeros outros fatores que são levados em conta na montagem de um elenco, mas julgo esses dois como fundamentais no processo”, finalizou.

A equipe, já anunciada para a disputa do NBB 2020/2021, conta com sete novas peças, tendo como remanescentes o armador norte-americano Nate Barnes, os alas Gemadinha e Paulo Nery e os pivôs Fábio Alexandrino e João Vitor.

Nate Barnes, um dos grandes nomes da equipe, presente também no título histórico da Liga Ouro 2019, afirmou que tem uma boa sensação acerca da montagem do elenco para o NBB 2020/2021.

“Esse ano tenho uma sensação muito boa sobre meus companheiros, que são muito habilidosos. Acho que vão combinar muito com o estilo de jogo que o coach Filet pensou para nós. Espero que possamos sair e competir em alto nível em todos os jogos, não importa contra quem joguemos”, frisou o armador norte-americano.

Nate Barnes, um dos grande nomes da Unifacisa, permanecerá para temporada 2020/2021 do NBB (Marcos Limonti/ Sesi Franca Basquete)

O pivô João Vitor foi outro dos grandes nomes que ficaram  no time, após uma ótima temporada de médias de 10,2 pontos, 7,0 rebotes e 14,7 de eficiência no NBB 2019/2020. Segundo o pivô, as conversas com o técnico Filet foram muitas durante a quarentena, sendo um dos fatores que também contribuiu pela manutenção do jogador no elenco.

“Eu e o Filet conversamos muito durante a quarentena, sobre basquete e sobre a vida. Nós temos um relacionamento muito bom e considero ele um cara muito importante, afinal ele me deu a oportunidade da minha vida. Ele também me ajudou e ainda ajuda muito dentro  e fora de quadra. Ele é um cara que confio demais! Então assim que fizeram a proposta eu não pensei muito porque sabia que aqui meu trabalho seria valorizado novamente”, afirmou o pivô da Unifacisa.

As caras novas

Entre as caras novas, chegaram: o armador Arthur Pecos, os alas Betinho, Nehemias Morillo e Felipe Vezaro, os alas/pivôs Vinicius Pastor e Rafa Oliveira, além do pivô Alexandre Paranhos. Entre esses nomes, Arthur Pecos, que se destacou muito nas mídias sociais durante o isolamento, foi uma das contratações mais comentadas nas redes pela torcida.

O jogador vem de uma temporada no Corinthians, de médias de 18,8 minutos por jogo, 6,8 pontos, 3,0 rebotes, 2,8 assistências e 7,3 de eficiência. Buscando se preparar para uma temporada que exigirá muito do elenco da equipe de Campina Grande, Pecos fez uma boa pré-temporada e acumula altas expectativas sobre seu desempenho na próxima temporada.

“A pré-temporada está diferente pra mim, por estar mais longe de casa, e também para todos, por conta dos protocolos contra Covid-19. Mas estou me sentindo muito bem recebido aqui em Campina Grande, a estrutura da UNIFACISA é excelente e o grupo está muito animado, trabalhando junto”, disse o jogador, que completou:

“Agora individualmente, falando sobre minha temporada, sou meu maior crítico e tenho sempre altas expectativas sobre o meu jogo. Estou sempre buscando evoluir, mantive meus treinamentos individuais a todo vapor na pandemia, as aulas de meditação têm me trazido resultados para minha respiração e minha mente… enfim, consigo perceber com clareza a maturidade, transformando minha personalidade e tenho certeza de que vai afetar minhas escolhas em quadra também. Não vejo a hora de ir iniciar a temporada e encontrar todas as formas para ajudar o meu time a vencer”, finalizou.

O NBB é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), com chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e em parceria com a NBA e o CBC, e conta com os patrocínios oficiais da Budweiser, Unisal, Nike, Penalty, Plastubos, EY, VivaGol, IMG Arena e Genius Sports.

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